segunda-feira, 7 de maio de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Entropia.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
[Au]Sente.
Então, por muito tempo andei sentindo ausência da falta. Entretanto, de uns textos pra cá percebi que não há falta na ausência. Só que não era a ausência da falta ou o fato de não haver falta na ausência – como eu sentia – que tanto me torturava. Era o desse tipo: que é pre[au]sente e faz falta. Como você e eu. Mas tudo bem, já aprendi a colocar cada palavra em seu devido lugar. Só os sentimentos que estão espalhados por todos os lados. Já sei que cada pessoa tem uma forma de estar, aprendi isso com a vida. Aprendi com ela também que ser sincero torna tudo mais simples e ao mesmo tempo complicado, diante da força que cada palavra vai exercendo quando penetra em cada um. As palavras são muito fortes. Os sentimentos, também. Aprendi a ser, a deixar que fosse, a usar vírgula, travessão, parágrafo e até ponto final. Hoje me deparo com tentar aprender a respeitar as ausências presentes da vida. Não sei te dizer se é ela que impõe isso de ser pre[au]sente, algo maior, destino, acaso ou quem sabe até nós mesmos. Só sei que a culpa é nossa. Não exclusivamente sua ou minha, mas inteiramente nossa. Às vezes me permito ser um pouco egoísta me perguntando se você não pensou nisso, nas conseqüências da decisão tomada anos atrás. Elas me afetaram diretamente. Não só a mim ou a você, você sabe. E desde então é inteiramente nós. E espero que nós desatemos os nós. Assim, eu esperava. Não que ainda não espere. É que eu também aprendi através de pessoas muitíssimo raras que se deve seguir em frente e que não se vive de passado ou ausências ou faltas ou quês ou seja lá o que for. E é por isso que uso agora o que o tempo me ensinou: o ponto e vírgula. Porque tem muito para ser escrito e reescrito ainda. Mas também tem o que precisa ser encerrado. A vida não tem borrachas, mas tem pontos finais. Não em nós, nunca, pois sempre serei uma parte sua e você de mim. E por mais incrível que pareça, apesar de todos os nós, você me ensinou que não se deve escrever fraquinho. Eu já tinha aceitado isso textos atrás. Mas você sabe como é: as coisas vão, os sentimentos ficam. Esse foi e voltou. Só que ele voltou justamente para ser acrescentado de um ponto e uma vírgula. Voltou para ser acrescentada a compreensão, não aceitação, mas um pouco de compreensão. Então é isso, depois do ponto e da vírgula, vamos desatar os nós que ainda estão por vir. Cada um no seu devido lugar, espalhado por todos os lados.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Inverno.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Agridoce.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Incolor.
Ele dói. Ele ainda dói. Dói-me. Só dói. Como se tivesse perdido aquilo que nunca me pertenceu verdadeiramente, por inteiro. Um processo interno. Que já era visível, talvez não dizível, mas se fingia de invisível. Essas coisas de-dentro de uma pessoa. Mas especificamente de uma rosa. Uma rosa envolta por seus espinhos. Esses que ela mesma não consegue enfrentar. Então, ele continua a doer, bem aqui olha. Diante de todos esses espinhos. Diante de todos esses sentimentos inalcançáveis, que nunca partiram para alcançá-lo e nunca se deixaram tocar. Intocáveis. Não, tocáveis, sim por ele. Aquele que dói, pelo menos por hoje. Sabe, descobri que isso existia um dia desses, não que isso já não existisse, mas passou a existir, ou melhor; permiti que isso existisse agora. Porque talvez as coisas só comecem a passar depois que são permitidas a ecoar. E ele ecoa aqui dentro, não sei dizer se forte ou fraco ou médio ou quês. Só aqui dentro, sabe? Naquele lugarzinho mais escondido e impenetrável e profundo que pode haver dentro de uma rosa. Dizem por aí que o nome dele é lugar-onde-se-esconde-os-sentimentos. Não digo os verdadeiros sentimentos porque todos sempre são, bons ou não. E esse lugar se chama, no momento, incolor. Porque está sendo colorido novamente aos poucos. E descolorido também, toda vez que ela sente aquela súbita vontade de ir aonde não se deve ir e sabe que não deve. Até porque já é tarde. Tão tarde. Então, a rosa já teve seus dias de “polisipos”. E eles voltarão. Ainda sem previsão, ainda sem futuros próximos. Hoje só interessa o hoje, o momento que dói de forma incontrolável toda vez que a sua brisa uiva perto dela trazendo aquele aroma capaz de mudar tudo em volta. Toda vez que seus sentimentos não-sinceros, assim dizendo, seus não-sentimentos penetram por cada pétala. Aí eles tocam o lugar-onde-se-esconde-os-sentimentos-mais-inimagináveis-que-uma-rosa-pode-ter. Uma epifania. As palavras. Elas aliviam sabe? Elas fazem emergir o incolor dessa sensível florzinha. Filtram as emoções. E queria que tudo fosse bem mais claro, mas a gente não deixa. Porque... Talvez ela não exista em você. E a sua existência seja apenas uma projeção dos doces sentimentos que doem nela. Sim, uma projeção daquilo que foi permitido existir e é sem ser. Por hoje o incolor foi o centro das atenções. O incolor ecoou como nunca havia antes dentro dela. E por ter ecoado tão fortemente, no fim deste texto, ele ecoa mais fracamente. Porque as coisas começam a passar depois que ecoam. Mas ainda continuam aqui, no mais profundo incolor. Ela permite isso. Isso de você ecoar às vezes nele. Ora forte como o vento e seus aromas, ora fraco como um tímido raio de luz que tenta iluminar na mais profunda escuridão. E muda o mundo dela hoje. E talvez, amanhã, sem ecoar.
terça-feira, 26 de julho de 2011
E as estrelas são tão iluminadas.
É isso aí. Deu-me uma vontade incontrolável de escrever. E já é de madrugada. Não posso negar isso a mim mesma, é como se um vazio estivesse sendo preenchido. Como se minha alma voltasse a renascer. Renata. Renascer. E de novo, de novo e sempre. Eu quero mais. Mais? Sonhos, mais sonhos. Novos sonhos. E de que zona você é garota? – Sou da zona mundo. Porque quando lhe convidam pra ir ver as estrelas, é irrecusável. Parece que voltei a ser eu mesma, depois de tanto tempo adormecida, me reencontrei. E me encontrar muda ‘magicamente’ eu mesma, minha vida. Porque minha essência continua aqui, mesmo que tenha adormecido todo esse tempo, ela continua aqui. E isso me deixa tão, mas tão aliviada. Eu ainda sou eu. Ainda existo, fui salva. Salva por lembranças de mim mesma. Recuso-me a esquecer. Então, volto a ser bailarina-andarilha-oblíqua. Equilibro-me na minha linha de pensamentos, linha que me leva... aonde? Linha a qual me fará desaguar – assim como rios deságuam no oceano – em todos os meus sonhos. Únicos. Sou movida por sonhos, sim, os que vivo dormindo ou acordada. E de repente, tudo se torna tão maior, tão magnífico, tão sublime, tão... tão...tão. Tudo tão lindo. Tudo aquilo que eu não me permitia enxergar. Tudo aquilo que sempre esteve ao meu redor, mas eu era tão distraída. Eu sou assim sabe, dispersa. Mas distraída, como pude? Uma madrugada tão doce; e as estrelas? As estrelas cadentes que meus desejos pegam carona. Talvez eles estejam em algum lugar brilhando por aí. Ou em algum asteróide ouvindo certo principezinho que me ensina coisas mais simples e bonitas a cada leitura. “Era uma vez um pequeno príncipe que habitava um planeta um pouco maior do que ele, e que tinha necessidade de um amigo... Para aqueles que compreendem a vida, isto pareceria sem dúvida muito mais verdadeiro”. Então, não gosto que me leiam superficialmente. Entreguem-se de corpo e alma, por favor. Não deixe que uma planta ruim – como os terríveis baobás – cresçam no seu terreno. Porque quando não se descobre que aquela semente era ruim a tempo, nunca mais a gente consegue se livrar dela, pois suas raízes penetram no planeta todo. Em todo seu coração. Pois é. As flores são tão contraditórias, mas às vezes se é tão ‘jovem’ para saber amá-las, não é? Então volto a dizer: quando lhe convidam para ir ver as estrelas, é irrecusável. “Porque as estrelas são todas iluminadas... Será que elas brilham pra que cada um possa um dia encontrar a sua?” Era uma vez um pequeno príncipe que acreditava que sua rosa era única no mundo. E ela brilhava só pra ele.