Eu acreditava que a vida era cheia de surpresas, mas nunca quando a gente precisa de uma delas. Então foi quando tudo se mostrou ao contrário para mim. Sim, a vida é cheia de surpresas, quando a gente anda assim: desatentos e sem esperar nada além do que se vê. Só que a vida é muito mais do que se vê, do que se espera. Ela vai trilhando seus – meus - caminhos de uma forma inimaginável. E eu sei que lá no fundo há muita beleza no mundo e que algumas coisas são tão mornas. E quentes. Essas coisas desconhecidas que revivem na gente a cada acontecimento inesperado, a cada obstáculo superado e medo enfrentado. Ando, devagarzinho e sem pressa, aprendendo a enfrentar meus medos. E isso tem sido tão bom, porque meu mundo passa a transformar-se sempre, me mostrando um dó ali e sol – aconchegante - sempre aqui. E eu só queria enxergar toda beleza invisível que se concentra ao meu redor e fora dele também. Por isso, ao invés de preferir o depois, agora, desejo o agora. É com ele que se vai conseguindo ir mais além, enxergar mais além, sentir mais além, viver. E a gente vai entendendo que a vida é assim, meio doce, meio salgada: Agridoce. Você vai aprendendo a parar de se importar e a se importar. E eu não me importo, só vou dançar, com você. Ou comigo mesma, tanto faz; só passei a ser sem medo de ser. Por isso eu me entrego ao agora. E realmente espero que consiga deixar tudo assim como está: sereno, agridoce.
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